Os Crimes ABC, de Agatha Christie

Essa leitura fez parte do Desafio Literário de Março, que tratava de crimes seriais, mas, apesar de ler lido em tempo, a onda de preguiça (para escrever) baixou por aqui e parou. Vamos ver, se um dia o pique volta. O futuro é incerto, não sei se terei, em breve, tempo de sobra, ou tempo de menos. Enfim, que venha o que vier, vamos ao que interessa!

Ler Agatha, para mim sempre foi uma grande distração, um momento em que sempre questionava por que não a indicavam na escola, fingindo a inexistência, ou mesmo quando questionado era algo de revirarem os olhos. Enfim, acho que nunca vou entender esse tipo  de revolta. Sabemos que Agatha não é a única! (Só fui conhecer Tolkien numa propaganda do ICQ!!).

Parêntesis a parte, com esse caso não foi diferente, a única ideia que fazia da história era que um psicopata em série utilizava-se de uma regra alfabética para a escolha de suas vítimas, e, como sempre surge a expectativa, quem será o detetive da vez? Poirot, que vive se aposentando, aparece mais uma vez, em fim de carreira sendo desafiado pelo tal assassino(a) que lhe envia cartas anônimas, pois, quem está acostumado com Agatha sabe, uma mente criminosa é orgulhosa, e adora um holofote.

Agora a realidade: já li melhores! Sim, apesar de toda a trama, essa história não é empolgante, não fiquei curiosa, na verdade nem estava interessada em saber quem foi ou seu motivo, talvez tenha imaginado até qual letra chegaria, e qual nome obscuro viria em alguma letra pouco usual, mas, nem me importei depois de lembrar que em Inglês não existam letras pouco usuais… enfim, o assassino(a): matou, gabou-se e foi descoberto. Afinal, Poirot tem muitas células cinzentas agindo a seu favor.

Nota 2 (1 – 5) está de ótimo tamanho.

Autor: Agatha Christie
Título: Os Crimes ABC
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 197
Ano de publicação:  1936

Beijinhos

As Esganadas, de Jô Soares

As Esganadas, de Jô Soares

E para o Desafio Literário de Março, com o tema Serial Killer, escolhi As Esganadas, minha primeira leitura de Jô Soares, diga-se de passagem, e, assim já vou falando que não amei.

Antes de tudo, nosso autor é um comediante, e deixa isso bem claro em sua história. Por mais que esteja descrevendo um crime ou as condições mórbidas em que as vítimas são encontradas, ele não consegue te horrorizar por completo, nem enojar, sem te fazer largar aquele sorrizinho de canto de boca (hã?). É… Para adoçar a história nosso detetive é um português super lógico e cheio de tiradinhas com os brasileiros (o pá!). Rir é bom, eu sei, mas é que para um livro com esse tema, eu não esperava isso! Talvez se já tivesse lido outros títulos do autor eu já estivesse acostumada com seu estilo.

Não consegui escolher nenhum trecho que considera-se “nossa, uau!!”, e percebi isso nos primeiros capítulos, então desencanei dessa ‘tarefa’. Desde o início o assassino é identificado, isso não torna a história ruim, é apenas um outro ponto de vista, porém, acho que a ‘turma’ responsável por descobrir quem é o tal, poderia ser mais participativa, digamos, envolver o leitor de tal forma que suas deduções lógicas façam sentido, e não apenas um jogo de sorte ou algo do tipo “confia em mim que eu sei”.

Enfim, divertido, porém dispensável. Receio total de ler outros títulos… Melhor continuar ouvindo-o cantar Viver num planeta doce. Entendeu né?

Nota 2 (1 – 5).

Autor: Jô Soares
Título: As Esganadas
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 264
Ano de publicação:  2011

Beijinhos

Feliz Mabon

Como não podia deixar passar em branco, seguimos a Roda com mais um sabá, desta vez um equinócio, onde dias e noites possuem a mesma duração. Onde o equilíbrio vem trazer energia para Yule que está por chegar. É hora de preparar compotas, farinhas, pães, separar o trigo, salgar a carne. Programe-se para a colheita, não deixe a preguiça tomar conta, pois não adianta chorar depois. Agora é hora de preparar para hibernação, onde as noites são cada vez mais acolhedoras, as manhãs são cada vez mais aconchegantes,  e fica beeeem mais difícil de acordar! De fato, dá bem mais vontade de ficar dormindo, ou então, apenas encolhidinho e quietinho.

Adoro esse clima, mais dual, romântico ou solitário, não importa, a vontade mesmo é fugir para as montanhas e de lá só sair com o segredo da vida. :D

“Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
– a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão…”
Cecília Meireles

Beijinhos

5 Reflexões para o Envio de Emails

Foto de @flavioSigel

Algumas “regras” simples poderiam ser respeitadas ante a decisão de lotar a caixa postal de alguém, resolvi escrever isso, pois recebi um email tão preconceituoso que meu desagrado foi enorme. De fato me chateou e, de certa forma, decepcionou.

Deixo aqui minha sugestão, antes de encaminhar ou criar um email reflita:

1. Essa informação é verdadeira? Parece óbvio, mas ainda hoje recebo emails avisando de técnicas um tanto questionáveis. Então antes de sair encaminhando como verdade absoluta, pesquise, e não vem com essa de “veio resultado no google então é verdade” pois isso não procede. Verifique o tipo de resultado retornado! A informação foi publicada por algum jornal ou revista conceituado? Pois, se estiver apenas em blogues, qual o grau de confiança que você credita a ele? Pense nisso. Se confirmar a veracidade, agregue sua pesquisa, assim quem receber irá pelo menos te dar mais créditos, e se for mentira, quebre o ciclo!

2. Essa informação ofende alguma crença? Lembre-se cada um tem o direito de escolher sua própria fé, isso é constitucional inclusive! O fato de você concordar com o que está escrito no email, apenas prova que você e o autor compartilham algo. Isso não quer dizer que esse algo seja verdade absoluta! Pense nisso. Ofender o outro não irá deixá-lo melhor. Não tente convencer o outro de sua crença.

3. É uma corrente? Esquece, correntes só servem para entupir servidores e lotar caixas. Sim, tudo bem, hoje temos banda larga, mais espaço de armazenamento, mas pense, qual o objetivo de passar uma coisa pra frente se nem você acredita nela? Se correntes já eram chatas no papel, imagine por email, em que recebemos diversas por dia.

4. Dicas saudáveis. Nesse caso, segue o mesmo critério do item 1, mas resolvi abrir um tópico exclusivo apenas para frisar: o que funcionou para você pode não funcionar para o outro. Muitas pessoas são alérgicas e não sabem, e acabam seguindo essas receitas milagrosas sem consultar um especialista. Nem todos tem o discernimento de avaliar riscos. Passe a dica para frente, apenas se não tiver contato nenhum com o corpo. Leve em consideração que muitas dessas dicas são inventadas, e uma simples pesquisa pode esclarecer a “pegadinha”.

5. Você já recebeu isso antes? Então, com toda a certeza sua lista de amigos também!! Não insista. O tempo é precioso, vamos inovar, chega do mesmo!

Galerinha, espero que isso ajude, apesar que acho que não vai fazer diferença nenhuma. Reflita com carinho antes de encaminhar um email. Você pode ofender uma pessoar querida e nem se dar conta disso.

Pausa para reflexão.

Beijos e até a próxima.

O momento certo

Andei meditando sobre tantas justificativas de atrasos, não gosto disso. Percebi que alguns artigos deste ano mencionei tal situação e, de repente uma frase começou a pipocar em minha mente:
Você está aonde deve estar.
Simplificando, tudo acontece no tempo que deve acontecer, o momento certo é agora. Persista e acredite!
Beijinhos

Desenvolvimento da Intuição: Eu construo uma casa iluminada e lá habito

Sim, estou bem atrasada com os Trabalhos de Hércules, bem, digamos que foi um bom e longo recesso de fim de ano, que talvez mais tenha a ver com o próximo trabalho, o quarto, do que este em questão, que acabou sendo prejudicado por tabela.

A lição desta vez é referente ao Terceiro Trabalho de Hércules, foi uma longa meditação, e dá o título a este post “Eu construo uma casa iluminada e lá habito“. Para esse pensamento fazer total sentido, basta imaginar o arquétipo do quarto trabalho, o signo de Câncer. Aquele que cuida, importa-se com o outro, domina pela emoção, faz-se de vítima. Notou que coloquei tanto características boas como não tão boas assim? E assim o é, dual, oras cuida, oras exige cuidados. A representação desse trabalho com relação a nós mesmos vai depender de como nos colocamos diante de um problema:

Queremos ser carregados por Hércules ou queremos carregar uma corça? 

Visualizando dessa maneira, fica fácil inclusive interpretar a casa astrológica em que temos Câncer, como agimos perante essa situação, é típico alguém ser conhecido como “nossa, aquele carrega o mundo nas costas”, e, puxa, esse “mundo” nada mais é do que a bendita corça de Cerínia, aquela situação, em que não necessariamente precisamos fazer isso, mas que nos comprometemos a fazer, então, lá vai…

Como capturar a corça?  Agindo como Hércules, observe, estude seus movimentos, seus hábitos, e somente quando tudo souber, e tiver todas as certeza, capture-a, sem machucá-la, pois ela não te atrapalha, apenas é algo que você deve fazer, então faça rápido, não fique postergando. Se é fácil, você sabe (e estudou) como fazer, faça! Neste caso, remoer o problema, e não agir é o pior que se tem a fazer. Esse é o problema mascarado. E então, por um capricho, acabamos nos colocando na posição da corça, e querendo que tenham “pena de mim”, pois olha tenho tanto o que fazer…. Bem típico desse perfil. :-/

Arregaçar as mangas, agir, fazer o que tem que ser feito. Somente uma mente tranquila, ciente de que tem seus deveres cumpridos consegue olhar dentro de si, ouvir sua voz interior. Seu corpo é sua casa, e sua casa precisa estar limpa e arrumada para que te sintas bem. Não adianta esconder, você sabe. O outro nada tem a ver com teu interior, só depende de você.

O desafio parece simples, mas demorei bastante a entendê-lo.

Hora de aguardar o próximo.

Beijos

Marina, de Carlos Ruíz Zafón

Marina, de Carlos Ruíz Zafón

O post está atrasado, pra variar, mas a leitura nem tanto. Decidi pelo leitura baseada em algumas resenhas que li no início do Desafio Literário de Fevereiro. Já possuía o livro, mas estava sem coragem. Sabe, fiquei com receio de acontecer o mesmo que ocorreu com o outro livro do autor: parei no meio do caminho, e, não ando tão empolgada para voltar. Mas, como disse, o que li sobre Marina mostrou que seria uma leitura diferente. Resolvi encarar!

De fato, a leitura é bem tranquila, a história é curta, e acaba te envolvendo, mesmo (a meu ver) sendo bobinha e previsível, te deixa com a curiosidade de “como ele vai se sair dessa?”, vale como distração.

Marina é um livro de memórias. É a história de Oscar Drái, um homem que resolve, depois de tanto tempo, contar a história de um episódio que aconteceu-lhe na adolescência, quando estudava no internato em Barcelona, e ocasião em que conheceu Marina e seu pai. Logo tornam-se amigos, e envolvem-se em um mistério: descobrir quem é a dama de negro que todo primeiro domingo deixa flores num túmulo sem nome, cuja única identificação é uma borboleta negra gravada. E a partir da deixa, começam suas descobertas a um passado mais distante, e uma Barcelona de outros tempos.

“Está enganado. Aqui estão as lembranças de centenas de pessoas, suas vidas, seus sentimento, suas ilusões, sua ausência, os sonhos que nunca conseguiram realizar, as decepções, os enganos e os amores não correspondidos que envenenaram suas vidas… Tudo isso está aqui, preso para sempre.”

Eu diria que a história lembra muito a série vaga-lume, onde normalmente eram unidos os mesmos fatores: crianças ou adolescentes, um mistério ou aventura, e algo que atrapalhe o desenlace. Não vou dizer que fiquei fã do autor, já que tenho a lembrança de uma leitura não completada, mas, prefiro que ele mantenha esse ritmo. Não desmerecendo Zafón, apenas o considero com um excelente autor para frases com efeito. Aliás, ele tem esse dom, no meio de um monte de lero-lero, consegue extrair pérolas que ficam para a vida. Leia sem compromisso, e divirta-se por um fim de semana! :D

Nota 4 (1 – 5).

Autor: Carlos Ruíz Azfón
Título: Marina
Editora: Objetiva
Número de páginas: 192
Ano de publicação:  2011

Beijinhos

Eva Luna, de Isabel Allende

Eva Luna de Isabel Allende

E bem que o Carnaval ajudou bastante a colocar a leitura em dia, aliás, está mais que em dia! (menos a escrita, mas tudo bem). Desta vez, fazendo parte do Desafio de Fevereiro, venho com considerações de Eva Luna. Uma leitura que escolhi de última hora, quando comecei a folhear a leitura que estava em minha lista (Olga) acabei percebendo que realmente apesar do título corresponder, o conteúdo fatalmente não seria considerado. O desafio deste mês são títulos com nome próprios, mas biografias estão descartadas. Considerei Eva Luna, por já conhecer o trabalho da autora, e já ter adorado, mesmo porque ainda sigo degustando a leitura de janeiro…

Bem, confesso que durante a leitura tive alguns momentos de sono, algo do tipo: o que está acontecendo? Daonde apareceu isso? O que que isso tá fazendo aqui?

Delírios a parte, o que talvez tenha enroscado o início, tomou formas melhores no meio, e ao final tivemos um final bem Isabel Allende, ou seja, sem dramalhões mexicanos. Aliás, no início e decorrer da leitura, fiquei com receio de que a autora tivesse sido contaminada com essa história de fazer a heroína sofrer horrores a história inteira. Li Eva Luna sem saber o que iria encontrar, gostei, mas não amei.

Eva Luna, nossa heroína nos conta sua história, em primeira pessoa, desde sua concepção, a escolha de seu nome, suas perdas, encontros, desencontros, trabalhos, gostos e claro, como não podia deixar de faltar, seu envolvimento político, mesmo que indiretamente. Essa última característica tem sido uma espécie de marca registrada da autora, que sempre menciona ou situa o leitor com os fatos históricos da época. O bom humor em suas histórias continuam sendo minhas passagens favoritas, assim como as passagens espirituosas ou sarcásticas.

“Já estás crescida e não posso continuar a sustentarte. Agora vais trabalhar para ganhar a vida e te tornares forte, é assim que deve ser disse a madrinha. Eu tinha sete anos.”

“os guiões fazem-se a duas colunas, cada capítulo tem vinte e cinco cenas, muito cuidado com as mudanças de cenário que são muito caras e com as falas longas que confundem os atores, cada frase importante repete-se três vezes e o argumento deve ser simples, partindo do princípio de que o público é imbecil.”

Nota 4 (1 – 5).

Autor: Isabel Allende
Título: Eva Luna
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 308
Ano de publicação:  2003

Beijinhos

Coraline, de Neil Gaiman

Coraline, de Neil Gaiman

Este mês estou com grandes dificuldades para parar e escrever algo por aqui, mas, felizmente, estou conseguindo avançar bem nas leituras. Para Desafio Literário de fevereiro com o tema “Nome Próprio” li Coraline, de Neil Gaiman. Já havia assistido a animação, e adorado, e com o livro não foi diferente. De Gaiman, confesso que havia lido apenas alguns poucos quadrinhos, e não me decepcionei em nada. Tanto história quanto ilustrações não deixam a desejar. O livro difere em pequenos detalhes da animação, o que não interfere na história em si, mas os torna como histórias complementares. Ambos valem a pena.

Desta vez demorei de escrever, mas foi por mera preguiça mesmo. A leitura flui livre, leve e solta, fato bem perceptível pelo pouco tempo que dediquei a leitura. Estou viciando em ler epubs, e o detalhe é que neste caso li apenas em casa (e tenho mais tempo para ler é no ônibus!!).

Coraline é uma criança, que acaba de mudar-se com os pais, muito curiosa e extremamente carente de atenção dos pais. Tem seu estilo próprio, e suas maneiras de chamar-lhes a atenção. Passa a impressão de durona, e de quem não está nem ai, mas no fundo, lá no fundo, é uma criança como todas, que busca em cada segundo um carinho. Com toda essa busca por atenção, Coraline acaba encontrando-a em um mundo paralelo a sua realidade, um lugar onde se surpreende sendo o centro das atenções, e pode fazer tudo o que tem vontade. E aí, bem, aos pouco descobre que nem tudo são flores, e assim começa toda sua aventura, para salvar-se.

Eu sugiro Coraline como o tipo de leitura para qualquer hora, pode ler para alguém, ou pode ler sozinho, o fato é que tem várias lições interessantes no meio. Enfim, um livro para todas as idades.

“- Caso você queira – disse seu outro pai -, há somente uma coisinha que precisamos fazer para que possa ficar aqui para sempre.

Foram até a cozinha. Em um prato de porcelana sobre a mesa, achavam-se um carretel de linha preta de algodão, uma longa agulha de prata e dois grandes botões negros.”

Nota 5 (1 – 5).

Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Dave Mickean
Editora: Rocco
Número de páginas: 167
Ano de publicação:  2003

Beijinhos

Feliz Imbolc

Antes tarde do que nunca, mas ainda em tempo um Feliz Imbolc a todos os simpatizantes e afins. E inversões e rodas a parte, acho que o importante mesmo é comemorar. E como sulistas, vamos aproveitar o resto do Sol (que na verdade tirou uma folguinha o verão todo), e fazer nossas reservas. Aproveite o que tem hoje, para depois não chorar em Yule.

Reflita sobre o que o fogo de Imbolc vem te dizer, aproveite a oportunidade para renovar-se, e livre-se do que não usa mais, livre-se da âncoras e amarras.

Também hoje lembramos a deusa Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Um excelente dia para usar e abusar da criatividade, do espiritual e de tudo que é belo. Aproveite!

Feliz Imbolc! Feliz Sabá!